O que são ETFs (Exchange Traded Funds) – Conheça as vantagens e desvantagens, custos e obrigações fiscais

Posted by on Abril 10, 2017 in ETFs, Investir Dinheiro | 0 comments

O que são ETFs (Exchange Traded Funds) – Conheça as vantagens e desvantagens, custos e obrigações fiscais

O que são ETFs? ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento que são negociados na bolsa como as ações. Por isso, para comprar e vender este tipo de produtos você apenas tem que ter conta numa corretora e dar as respetivas ordens de compra e/ou venda. Para além disso, estes veículos de investimento combinam a flexibilidade comercial das ações individuais com os benefícios de diversificação de investir em fundos de índice.

Através de ETFs, os investidores podem comprar ou vender ações de desempenho coletivo de um portfólio inteiro como um único título. Os ETFs são extremamente benéficos porque têm custos relativamente baixos quando comparados com os fundos mútuos e para além disso têm alta eficiência fiscal.

Composição de um ETF

Um ETF detém ativos tais como ações, matérias-primas ou obrigações e fornece resultados de investimento que, em geral, correspondem ao preço e rendimento de um índice de referência subjacente. Por exemplo, a carteira de títulos que compõe o “iShares NYSE Composite ETF” tenta refletir o desempenho do “NYSE Composite Index”.

A grande maioria dos ETFs incide sobre índices de ações, no entanto, como foi referido existem também ETFs dedicados às obrigações, matérias-primas e taxas de câmbio.

O que são ETFs - Exchange Traded Funds

Vantagens e desvantagens de investir em ETFs

Vantagens:

– Oferecem diversificação
– São fáceis de negociar (comprar e vender)
– Rácios de despesa baixos
– Eficiência fiscal
– Permitem exposição a ações, moedas e outros ativos em diferentes níveis, tais como setor ou país
– Dividendos (em alguns casos pode ser uma desvantagem)
– São uma excelente opção para quem tem pouco dinheiro para investir

Desvantagens:

– Dependo da corretora, as comissões podem engolir boa parte dos ganhos (se você escolher a corretora certa isto deixa de ser uma desvantagem)
– Alguns ETFs são tributados a taxas mais altas (por exemplo, ETFs que detêm metais preciosos)

Como pode verificar, investir em ETFs tem muitas vantagens mas também existem riscos porque este tipo de produtos não garante rentabilidades nem o reembolso do capital investido (à semelhança do que acontece com fundos de investimento tradicionais e mesmo com as ações individuais).

Atualmente, a oferta de ETFs é imensa, sendo que dentro do próprio mercado dos ETFs o risco também varia. Por exemplo, um ETF relativo a um índice de ações emergentes é mais arriscado do que um ETF dedicado a um índice de obrigações de países ocidentais. No final das contas, cabe a cada investidor analisar bem os ETFs em que pretende investir e o risco que está disposto a correr.

 

Custos

Investir em ETFs tem custos, á semelhança do que acontece com qualquer produto financeiro, no entanto, se você escolher uma corretora low cost e optar por negociar nas bolsas mais baratas poderá reduzir imenso os seus custos.

Principais custos para o investidor:
– Comissão de negociação (sobre as ordens de compra e venda);
– Taxa sobre o pagamento de dividendos;
– Comissão sobre a guarda dos títulos;
– Comissão de gestão do fundo (sendo que esta comissão não é cobrada diretamente ao investidor – é incorporada na cotação do ETF).

 

Quanto às obrigações fiscais de quem investe em ETFs deixo-lhe aqui as informações que recolhi no site da DECO:

Fiscalidade

Mais-valias

O investidor é sempre obrigado a declarar os ETFs vendidos ao longo de cada ano. Terá de preencher o anexo G da declaração de rendimentos. Nesse documento deverá identificar os títulos vendidos, valores de compra, valores de venda e, ainda, custos suportados com a venda dos títulos.

A tributação ocorrerá apenas se o valor dos negócios em que houve mais-valias exceder o valor dos que registaram prejuízo.

Nos casos em que há mais-valias, o investidor poderá optar pela tributação autónoma ou pelo englobamento nos restantes rendimentos. Quem escolher a tributação autónoma pagará ao fisco 28% do saldo global das mais-valias e menos-valias realizadas nesse ano, independentemente dos restantes rendimentos. Na opção pelo englobamento, o imposto a pagar dependerá da taxa de IRS a aplicar à totalidade dos rendimentos do contribuinte (incluindo salários, pensões, etc.). Esta última pode variar entre 14,5 e 48%. Na maioria dos casos não deverá optar pelo englobamento, já que a taxa de 28% aplicada pela tributação autónoma é inferior à maior dos escalões de IRS.

Distribuição de dividendos

No caso de receber dividendos de ETFs terá de se preocupar com as suas obrigações fiscais. Como a quase totalidade está cotada em bolsas estrangeiras, os dividendos estão sujeitos, no país onde foram pagos, à retenção na fonte de acordo com as taxas em vigor nesse país. Contudo, se o pagamento for feito através de um intermediário financeiro nacional, será também efetuado, em Portugal, um pagamento de imposto por conta à taxa de 28%.

Se comprou ETFs através de um intermediário financeiro nacional deverá preencher o anexo J, indicando também o pagamento por conta efetuado em Portugal. O fisco fará as contas utilizando um mecanismo de crédito de imposto por dupla tributação internacional para evitar que o investidor seja penalizado duas vezes com o pagamento de imposto (em Portugal e no país onde foi obtido o rendimento). Na prática, o investidor nacional não pagará mais imposto do que aquele que pagaria se o rendimento fosse obtido em Portugal.

 

Agora que já sabe o que são ETFs está na hora de inclui-los no seu portfólio de investimento.

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